Intervenções
Os professores interessados em organizar intervenções nas suas escolas devem contactar-nos.
23 de Fevereiro de 2007
O Papel da Filosofia no Secundário (Desidério Murcho). Conferência (Departamento de Filosofia da Universidade do Porto).
23 a 26 de Maio de 2007
Lógica e Filosofia nos Programas do 10.º e 11.º anos (Desidério Murcho). Acção de formação de 25 horas (Ilha da Madeira). Contactos... Mais informação...
Parecer do CEF-SPF sobre o programa de Filosofia (10.º e 11.º anos)
O Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário (GAAIRES), do Ministério da Educação, pediu a esta Sociedade um parecer sobre o programa de Filosofia do 10.º e 11.º anos, no passado dia 12 de Janeiro de 2007. O pedido era acompanhado de um conjunto de perguntas a que o presente Parecer responde.
Primum vivere, de Maria Luísa Couto Soares
"No tempo actual, de facto, não há lugar nem tempo para o pensamento, porque este não tem consequências práticas imediatas." Não tem? A ausência do pensar tem.
Boletim Informativo
Está já disponível o segundo número do Boletim Informativo do CEF-SPF. Pedimos a todos os colegas que o divulguem nas suas escolas, nomeadamente em reunião de grupo, ou afixando-o em local adequado. Nada no Boletim é novo para quem visita regularmente este site. O problema, contudo, é que a maior parte dos colegas não o visitam e por isso não têm conhecimento dos materiais e actividades que temos procurado produzir e divulgar, e que lhes dizem respeito. Assim, divulgar este Boletim nas escolas é um contributo fundamental para fazer circular a informação. Produziremos outro Boletim no início do terceiro período. Boletim...
A escola contra a filosofia, de António Guerreiro
A Filosofia ocupa, no sistema do ensino secundário, um lugar cada vez mais precário e sofreu rudes golpes, em termos institucionais, que a põem em causa.
Um filósofo na administração, de Mário Bettencourt Resendes
Impressiona, portanto, a decisão do Ministério da Educação de acabar com o exame nacional na disciplina, obrigando as universidades com licenciaturas em Filosofia à decisão surrealista de seleccionar outra matéria para a prova específica de acesso ao curso.
O Ministério Pimba da Educação, de Desidério Murcho
Os Encontros de Caparide foram uma louvável iniciativa do Ministério da Educação, que pretendia ouvir as sociedades científicas sobre o ensino de algumas disciplinas fundamentais (Português, Matemática, Filosofia) cujas deficiências a nível de currículos são gritantes. Foram tempos áureos, em que um ministro da Educação, David Justino, se preocupava com questões relacionadas com o ensino e não apenas com questões laborais e meramente organizacionais. O cerne da excelência do ensino é a solidez científica dos currículos e a formação científica dos professores, mas as discussões públicas nacionais sobre educação nunca abordam estes aspectos centrais. Até parece que tudo o resto é que é a finalidade do ensino, quando na verdade são apenas meios.
Para que serve a Filosofia?, de Fernando Belo
Uma das maneiras de chamar a atenção para a relevância da Filosofia é sublinhar como os seus conceitos e categorias, com uma história de dois milénios e meio, estão em todo o lado da nossa civilização. Ide ver os manuais das ciências e das técnicas, ide ver os códigos dos juristas, ide ler os textos das administrações dos grandes bancos e empresas, universidades, conselhos de ministros, as crónicas dos jornais e revistas. Encontrar-se-á nesses textos grande quantidade de conceitos que só lá estão por terem sido coisa da discussão filosófica, grega, medieval, europeia: se os tirarem, prevejo que os textos de tão esburacados se tornem ilegíveis (não é difícil fazer um exemplo, com um texto da ministra da Educação, em que se substituam todos os termos dessa índole por três pontinhos, e depois se lho mande).
O vírus, de Diogo Pires Aurélio
De vez em quando, o alarme soa: imponderação, convicções erróneas ou circunstâncias menos felizes estão a inspirar a supressão ou, pelo menos, a redução da importância da filosofia no ensino secundário. No passado, sempre que tal aconteceu, a opinião avisada de algumas pessoas ergueu-se contra a ligeireza e conseguiu travar o desastre. Porém, o vírus persiste, aconchegado nas melhores das intenções e à boleia de alguns equívocos recorrentes sobre a modernização curricular. Volta não volta, ele aí está de novo, sorrateiro como é seu timbre, a fazer descambar para a simplificação a cabeça e a mão do decisor: para quê insistir numa disciplina que custa tanto como as outras, se ela nunca serviu para nada que se visse?
"A sociedade ficará mais pobre com esta perda de terreno da filosofia nas escolas"
O sistema de ensino no seu todo vai ressentir-se com o apagamento da filosofia ditado pelo fim do seu exame nacional, diz Maria Filomena Molder. A filósofa é uma das organizadoras do debate que hoje se realiza em Lisboa sobre o tema.
Que importância tem aprender a pensar?, de Edgar Nascimento
"Nas aulas, falar de filósofos é ser uma velha excêntrica". Foi desta forma que a antropóloga Rosa Maria Perez resumiu ontem o estado do ensino da Filosofia no sistema de ensino.
Para que serve a filosofia?, de Lucinda Canelas
A filosofia está a desaparecer dos currículos e isso compromete a formação das pessoas. Deixar que a disciplina seja progressivamente apagada limita o acesso dos alunos a um instrumento de conhecimento que ensina a pensar e a olhar, defendem os que se opõem à eliminação do exame nacional de filosofia para o 10.º e 11.º anos, determinada por um decreto-lei de Fevereiro deste ano.
Novas informações-exame
O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) publicou no dia 15 de Dezembro de 2006 a Informação n.º 127.06, que "divulga as características da prova de exame nacional do Ensino Secundário da disciplina de Filosofia, a realizar em 2007" (10.º-11.º ano). O documento contém novas Orientações Complementares para a realização do exame nacional do 10.º-11.º ano. Foi também publicada a Informação n.º 105.06, que dá a conhecer "os objectivos, os conteúdos, a estrutura, os tipos de itens, a cotação, o material a utilizar e a duração das provas desta disciplina" (12.º ano).
Educação: uma oportunidade perdida, de Ana Gonçalves
A participação dos portugueses em matéria de cidadania activa reduz-se ao mínimo possível e acaba invariavelmente por resvalar para o conformismo e resignação. O país não precisa apenas de reformas na administração pública; não precisa apenas de combater o défice; o país precisa de uma verdadeira revolução das ideias, o país precisa de cidadãos activos que se interessem e que pensem sobre as grandes causas. Todavia, a ausência de espírito crítico e a inexistência de um debate de ideias constituem paradigmas de uma democracia que ainda se encontra longe da sua consolidação. Além disso, o problema agrava-se quando se verifica que não se está a fazer o suficiente para inverter esta tendência, muito pelo contrário —as novas gerações estão condenadas ao mesmo destino.
Sobre a Liberdade, de John Stuart Mill
Esta obra apresenta a defesa clássica da posição de que o estado deve evitar ao máximo interferir na vida das pessoas, e foi muito influente tanto na filosofia política do século XX, como na própria política. O seu objectivo fundamental é asseverar o princípio do dano, de acordo com o qual o estado só está justificado em interferir na vida das pessoas para evitar que se cause dano a outras. Sobre a Liberdade apresenta também aquela que é provavelmente a mais poderosa defesa alguma vez feita da liberdade de expressão — defesa que pode ser aceite independentemente de se aceitar ou não a posição geral de Mill.
Relevância da filosofia na sociedade de hoje
No dia 15 de Dezembro de 2006 (6.ª feira), o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa promove este encontro-debate, com testemunhos de João Lobo Antunes (Medicina), Carlos Fiolhais (Física), Rosa Maria Perez (Antropologia), Nuno Crato (Matemática) e José Gil (Filosofia). Local: Auditório 1 da FCSH/UNL, às 9 horas. Comissão Organizadora: Filomena Molder e Luís C. Andrade.
Estranhos métodos da Texto Editores calam a Pontos nos ii, de Santana Castilho
Porque se trata do silenciamento de uma das poucas publicações especializadas em Educação, porque os leitores e colaboradores da Pontos nos ii me merecem respeito, porque o elevado profissionalismo das jornalistas que comigo trabalharam o exige e porque o PÚBLICO era parceiro no projecto, decidi tratar aqui este processo escabroso, pese embora ser nele parte interessada e interveniente. Documento completo...
Falta de independência e eficácia na avaliação do Ensino Superior
Na avaliação feita ao trabalho realizado durante dez anos pelo Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior, uma organização internacional aponta falta de independência e eficácia e ainda de falta de consequências práticas. Documento completo...
Ministério da Educação ainda não publicou nota de exame da aluna de Coimbra, de Aníbal Rodrigues
A aluna de Coimbra que repetiu o exame de Química (código 642), no passado dia 7, desconhecia até ontem a classificação do mesmo, decorridos que estavam 17 dias sobre a realização da prova. Uma situação que deixa perplexos a aluna e os seus pais, tendo em conta que na primeira e segunda fases dos exames nacionais, num universo de cerca de 20.000 alunos, os exames foram corrigidos e as notas afixadas em cerca de três semanas e em 15 dias, respectivamente. Documento completo...
Noções básicas de lógica, de Maria Madalena Moreira Ribeiro
A filosofia é uma actividade racional de discussão e de resolução de problemas. Desde sempre, ao longo da história, os filósofos foram tentando encontrar respostas para os diferentes problemas. Essas respostas são as teorias e os argumentos por eles apresen-tados. Mas, como sabes ou intuis, para elaborar boas teorias ou argumentar com correcção é necessário saber pensar. Todos pensamos naturalmente e esponta-neamente, a todo o momento, mas nem por isso deixamos de cometer erros ao fazê-lo. Documento completo...
Não os condenem, de Filipe Pinhal
É muito cómodo procurar um culpado quando algo corre mal, sobretudo se as consequências também nos atingem. Encontrar alguém sobre quem descarregar o incómodo alivia e tem o efeito de iludir a nossa quota-parte das responsabilidades. Mas, quando o mal atravessa toda a sociedade, é um erro imaginar que a responsabilidade não possa estar, justamente, nessa mesma sociedade. Documento completo...
Ainda a TLEBS, de Maria do Carmo Vieira
Escreve João Costa, em Cartas ao Director, no PÚBLICO, e a propósito do artigo de Helena Matos: "Contudo, como a referência ao regulamento de concursos televisivos mostra, Helena Matos confunde, de novo, programas, manuais e textos de opinião." Não sei se Helena Matos folheou atentamente os novos programas e os manuais, mas eu fi-lo, e é com conhecimento de causa que continuarei a afirmar que os manuais decorrem de uma aceitação do espírito dos novos programas ("O respeito pelo discurso que os alunos trazem de casa") e da subestimação da literatura, agora encarada como um mero tipo de texto utilitário. Documento completo...
A geração rasca e a classe média do conhecimento, de Paulo C. Rangel
Faz tempo que não ouvia falar na "geração rasca" — e devo confessar que não sentia nem saudades nem falta nem, ao menos, nostalgia do conceito e da bugiganga analítica que, por largo curso, lhe andou associada. Dias atrás, porém (mais precisamente a 4 de Novembro), Rui Tavares encarregou-se de o recuperar — e, valha a verdade, vituperar — num artigo, aqui no PÚBLICO, a que chamou "A grelha queimada". Documento completo...
Filosofia sem orientações, de Andreia Félix Coelho
Os professores de Filosofia estão inconformados com os motivos dados pelo Ministério da Educação para ter suspendido o documento que orientava os docentes sobre as matérias a ensinar nas aulas. A Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) já pediu esclarecimentos ao secretário de Estado da Educação, Valter de Lemos, mas ainda não obteve resposta. Documento completo...
Extinção dos exames nacionais a Matemática foi um "erro", de Ana Cristina Pereira
A extinção dos exames nacionais foi um dos "muitos erros" cometidos nos últimos 25 anos. Por isso, o presidente da Associação Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, defendeu ontem, no lançamento do livro O Desastre do Ensino da Matemática: Recuperar o Tempo Perdido, apresentado em Vila Nova de Gaia, a criação de um terceiro exame nacional no 4.º ou no 6.º anos do ensino básico. O matemático João Filipe Queiró anuiu. Documento completo...
Dossier sobre as a suspensão das Orientações
- As incoerências curriculares que decorrem das políticas erráticas do Ministério da Educação.
- O que disse o Ministério da Educação sobre as razões e os efeitos práticos da suspensão das Orientações de Leccionação do Programa de Filosofia – 10.º/11.º anos [28.09.2006]
- O que respondeu o CEF-SPF: a obscuridade das razões da suspensão e a imponderação das novas directrizes da DGIDC – uma ofensa aos cumpridores e um prémio aos incumpridores [06.10.2006]
- 15 perguntas do CEF-SPF a que a DGIDC não responde [27.10.2006]
- Por que motivo não actua a Secretaria de Estado da Educação? [31.10.2006]
- Comunicado do CEF-SPF: a quem aproveitou a suspensão das Orientações em 2006? [08.11.2006]
- Referências na Comunicação Social:
- Professores de Filosofia não compreendem proposta que pode eliminar exame já este ano
- Professores de Filosofia criticam exclusão da disciplina dos exames nacionais
- A esperteza de uns e os remendos de outros
- A Ignorância de Uns e a Maldade de Outros
- Ainda os Exames Nacionais
- Exames Nacionais: Uma Polémica Demasiado Séria para o Senso Comum
- Café Philo ou a Filosofia Segundo Marcial Rodrigues
- Era uma Vez a Filosofia
- Professores de Filosofia Lamentam Falta de Orientações para Leccionar
- Filosofia sem Avaliação Nacional no 11.º ano
Ainda a Filosofia, de Maria Carlos Oliveira
Por que será Portugal tão persistente nesta incapacidade de ler os sinais dos tempos? António Barreto e Teresa Macedo, no artigo e carta respectivamente, divulgados no PÚBLICO de 29-10-06, abordam com frontalidade e pertinência o problema do ensino da Filosofia, pelo que não me vou alongar. Documento completo...
Notícias erráticas, de António Barreto
Num tempo em que os conhecimentos explodem e se diversificam, nada mais essencial, nada mais útil do que uma disciplina que possa fazer sínteses, que ajude à formação de uma visão do mundo, que permita aprender como os homens pensam e que ajude a raciocinar. A filosofia é essa disciplina. É quando a escola se vira para as profissões e foge da cultura que mais se precisa da filosofia. Documento completo...
A dimensão discursiva do trabalho filosófico, de Maria de Fátima Moutinho
Vimos que os conteúdos da filosofia são problemas, teorias e argumentos. Os problemas filosóficos não têm resposta empírica nem formal, mas sim conceptual: as teorias são as respostas dadas aos problemas, as posições tomadas. Mas não basta apresentar respostas, é preciso mostrar porque é que se dá essas respostas, apresentar justificações que as fundamentem, ou seja, utilizar argumentos. Estes são os principais instrumentos do trabalho filosófico, pois é deles que vai depender a aceitação das teorias... Documento completo...
Lógica aristotélica, de Clara Ferreira
O trabalho que vou apresentar enquadra-se na unidade temática inicial do programa de 11.º ano de Filosofia, "Racionalidade Argumentativa e Filosofia", e desenvolver-se-á em torno dos conteúdos programáticos da rubrica "Argumentação e Lógica Formal". Nesta rubrica debruçar-me-ei sobre a lógica aristotélica, abordando os seguintes aspectos... Documento completo...
Filosofia sem avaliação nacional no 11.º ano, de Bárbara Wong
Este ano lectivo, e pela última vez, será realizado o exame nacional de Filosofia, no final do 11.º ano, e só para efeitos de acesso ao ensino superior. A Associação de Professores de Filosofia (APF) e a Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) insurgem-se contra esta medida do Ministério da Educação. Documento completo...
Mas... por que estudam eles Filosofia no MIT?, de Teresa Marques
Foi noticiada a assinatura a 11 de Outubro de um acordo entre Portugal (Fundação para a Ciência e Tecnologia) e o MIT (Massachussets Institut of Technology). O acordo abrange cinco áreas científicas e envolve sete instituições nacionais. As áreas vão da engenharia e fabricação avançadas, bioengenharia à gestão. Em notícia do PÚBLICO, pude ler que em 25 de Fevereiro tinha sido assinado um acordo com o Governo, que "visa a internacionalização do conhecimento português e pô-lo ao serviço do crescimento económico do país". Documento completo...
Formação de professores sem verbas, de Andreia Félix Coelho
Os centros de formação de docentes foram informados de que não há financiamento para formar os professores nas matérias das suas disciplinas. Documento completo...
O apagamento da Filosofia?, de José Gil
Qualquer coisa vem imperceptivelmente acontecendo ao ensino da Filosofia no Secundário que é talvez mais preocupante do que se pode crer. Depois do "lapso" de David Justino (mas, precisamente, "o lapso, Freud explica", como se diz vulgarmente), não se tocou mais na Filosofia. Aparentemente. Na realidade, várias medidas, directas e indirectas, foram surgindo: a Filosofia deixou de ser disciplina obrigatória no 12.º ano, tornando-se opcional. Agora, anuncia-se que ela já não é exigida para o acesso a qualquer curso do Ensino Superior, incluindo o de Filosofia! Documento completo...
Lógica e o Universo da Argumentação
Conferência a proferir por Desidério Murcho no dia 19 de Outubro de 2006, às 17h30m, na sala de seminários da Biblioteca Central da Universidade da Beira Interior. Organização: Instituto de Filosofia Prática da UBI. Cartaz...
A noção de argumento, de Francisco Costa
O estudo da lógica permite-nos conhecer as propriedades dos argumentos válidos. O seu estudo vai permitir-nos compreender quando um argumento é válido ou não. Para que nos serve isso? Serve para não nos enganarmos nem enganarmos os outros e, ainda, para termos a certeza de que pensamos correctamente e defendemos sempre os melhores argumentos. Os argumentos são, assim, o objecto de estudo da lógica. Ela ensina-nos a distinguir os argumentos dos não argumentos, e os argumentos válidos dos inválidos. Documento...
Argumentação e lógica formal, de Fátima Reis
O ser humano é um ser racional, ou seja, é dotado de pensamento, da capacidade de reflexão. É de facto essa característica que o torna único e excepcional no Planeta Terra: é o único que se interroga, que quer sempre saber mais, que quer saber como as coisas funcionam, que pergunta se as coisas não poderiam ser de outra maneira, que investi-ga. É aqui que reside a sua especificidade, a sua autonomia, a sua liberdade: o pensar por si mesmo, o pensar de forma crítica, defendendo os seus pontos de vista. Documento...
O ensino da filosofia, de Rui Pedroto
Um semanário noticiava há poucos dias que várias licenciaturas do ensino superior, incluindo a própria licenciatura em Filosofia, iriam ficar impedidas de exigir o exame a esta disciplina como prova de acesso aos seus cursos, devendo optar por exames de outras matérias como a História, Português ou Geografia. Documento completo...
Boletim Informativo
Está já disponível o primeiro número do Boletim Informativo do CEF-SPF. Pedimos a todos os colegas que o divulguem nas suas escolas, nomeadamente em reunião de grupo, ou afixando-o em local adequado. Nada no Boletim é novo para quem visita regularmente este site. O problema, contudo, é que a maior parte dos colegas não o visitam e por isso não têm conhecimento dos materiais e actividades que temos procurado produzir e divulgar, e que lhes dizem respeito. Assim, divulgar este Boletim nas escolas é um contributo fundamental para fazer circular a informação. Produziremos outro Boletim em Janeiro. O Boletim é produzido em formato PDF. Boletim...
Em defesa da filosofia
«LUMINOSAS as quatro páginas de Fernando Gil sobre Democracia e Terrorismo no final da Conferência Terrorismo e Relações Internacionais, promovida pela Gulbenkian em 2005, agora em livro editado pela Gradiva. Que extraordinário pensador e que absurdo querer matar-se a filosofia no nosso ensino.»
Marcelo Rebelo de Sousa,
Semanário SOL, edição de 30 de Setembro de 2006, p.79.
Resultados do acesso ao ensino superior
| Candidatos | Vagas | Instituição |
| 70 | 70 | Universidade do Porto |
| 37 | 70 | Universidade de Lisboa |
| 29 | 30 | Universidade do Minho |
| 22 | 35 | Universidade de Coimbra |
| 20 | 20 | Universidade Nova de Lisboa |
| 10 | 30 | Universidade da Beira Interior |
| 1 | 20 | Universidade de Évora |
| ? | 40 | Universidade Lusófona |
| ? | ? | Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) |
| ? | ? | Universidade Católica Portuguesa (Braga) |
Filosofia a «divagar»
A Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) considerou «lamentável» que duas semanas após o início das aulas as orientações para leccionar o programa da disciplina continuem suspensas, sem qualquer esclarecimento por parte do Ministério da Educação, escreve a agência Lusa. Documento completo...
Professores de Filosofia lamentam falta de orientações para leccionar
A Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) considerou "lamentável" que duas semanas após o início das aulas as orientações para leccionar o programa da disciplina continuem suspensas, sem qualquer esclarecimento por parte do Ministério da Educação. Documento completo...
Ideologia, retórica e democracia, de António Paulo Costa
Durante o Debate Nacional sobre Educação que teve lugar no Parlamento, em 22 de Maio último, José Sócrates afirmou que a Educação precisa de "menos ideologia" e de "mais resultados". Inspirada pelo seu timoneiro, Maria de Lurdes Rodrigues afirmava no Fórum da Maia, uma semana depois, que os alunos obteriam "melhores resultados se a escola se oferecesse como um espaço de saber-fazer e não só de retórica". Eleitas a "ideologia" e a "retórica" como obstáculos ao obstinado fazer -- sem saber -- com que marcará a sua transitória estadia na 5 de Outubro, cabe perguntar quão asséptico é realmente este ministério em matéria de retórica ou de ideologia. Documento completo...
Era uma vez a Filosofia, de Andreia Félix Coelho
As faculdades com licenciaturas em Filosofia vão ficar impedidas de exigir o exame a esta disciplina como prova de acesso aos seus cursos. Em vez disso, têm de optar por exames de outras matérias, como História, Geografia ou Português. Documento completo...
Há poucos alunos e nem os melhores são muito bons, de Leonor Figueiredo
"Somos poucos e não muito bons." É este o diagnóstico sobre o ensino em Portugal feito pelos economistas do Banco Europeu de Investimentos, Luísa Ferreira e Pedro Lima, cujos resultados "sugerem a incapacidade dos jovens em transitarem do sistema educativo para o mundo do trabalho". Documento completo...
Com escolas melhores, melhores serão também os resultados, de Maria de Lurdes Rodrigues
No ano lectivo de 2004-2005, cerca de 20 000 jovens alunos, isto é, um em cada cinco alunos, não concluíram o 9.º ano de escolaridade, tendo aumentado as taxas de retenção e o risco de abandono escolar. O agravamento da já elevada taxa de insucesso, verificada nos últimos dez anos exprime, uma vez mais, a desproporção entre recursos e resultados que caracteriza o sistema educativo e que é imperioso corrigir no curto prazo. Documento completo...
Pedido de esclarecimento
A Sociedade Portuguesa de Filosofia, através do CEF-SPF, solicitou hoje um esclarecimento à Chefe de Gabinete do Senhor Secretário de Estado da Educação, Dr.ª Rosário Mendes, sobre a suspensão das OLPF. Ler o documento...
As Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia foram suspensas
O site da DGIDC anuncia hoje que, em "cumprimento do Despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, datado de 31.07.2006, informa-se que as Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia, 10.º e 11.º anos, foram suspensas, visto que a causa próxima da sua produção, a saber, a existência de avaliação externa obrigatória na disciplina de Filosofia deixou de existir." O CEF-SPF irá pedir esclarecimentos relativamente a esta medida.
Força de um Argumento: Verdade, Validade e Plausibilidade, de Manuel José Loureiro de Matos
Quando encontramos alguém que tem a amabilidade de discutir connosco, o que pretendemos é, por um lado, construir argumentos que o nosso interlocutor se veja obrigado a aceitar e, por outro, não admitir senão aqueles que racionalmente se nos imponham. O que aqui se vai tentar mostrar com toda a clareza é qual a natureza destes argumentos aos quais, desde já, vamos chamar bons ou fortes. Documento completo...
Novos endereços de e-mail
Novos endereços de e-mail: , , e .
Provas de exame
Prova de exame nacional do 11.º ano (2006, 1.ª fase).
Prova de exame nacional do 11.º ano (2006, 2.ª fase).
Prova de exame nacional do 12.º ano (2006, 1.ª fase).
Prova de exame nacional do 12.º ano (2006, 2.ª fase).
Novo regulamento e nova direcção
Os membros do CEF-SPF elegeram uma nova direcção, composta por Aires Almeida (director) e Luís Gottschalk (subdirector). Foi igualmente aprovado um novo regulamento.
Textos e Problemas de Filosofia, org. de Aires Almeida e Desidério Murcho
Lisboa: Plátano, 2006, 256 pp.
Apresentação e índice ·
Prefácio ·
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Este livro apresenta excertos das doze obras de referência das "Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia", assim como quarenta e um textos opcionais, abrangendo o Programa do 10.º e do 11.º anos. Cada secção do Programa é abordada partindo de um problema explicitamente formulado e brevemente explicado. Os textos escolhidos são respostas a estes problemas. Mais informação...
Filosofia reintroduzida no ensino secundário brasileiro
O Conselho Nacional de Educação, através de sua Câmara de Ensino Básico (CEB/CNE), aprovou, por unanimidade dos seus doze conselheiros, uma resolução que modifica a resolução n.º 3/98, fazendo regressar a obrigatoriedade do ensino da disciplina de filosofia em todas as 23 mil escolas do ensino secundário do Brasil. Desidério Murcho, membro do CEF-SPF, foi um dos signatários da Carta de Londrina, aquando da sua presença na universidade daquela cidade.
Linguagens da Arte, de Nelson Goodman
Tradução de Vítor Moura e Desidério Murcho
Lisboa: Gradiva, 2006, 288 pp.
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Introdução ·
Excerto
Esta obra, originalmente publicada em 1968, tornou-se rapidamente um "clássico moderno" da estética filosófica, motivando inclusivamente o desenvolvimento exponencial que a disciplina tem conhecido desde então. Sem abandonar os seus pressupostos a-realistas e nominalistas, Nelson Goodman, aborda de forma profunda e estimulante vários problemas centrais da filosofia da arte. Mais informação...
O inimigo externo, de Guilherme Valente
A avaliação é imperativa. Ninguém a tem defendido mais persistentemente do que nós. Avaliação dos professores, da escola, do sistema, geral (desde logo permitindo a todos os pais escolherem a escola dos filhos, pública ou privada). Mas o projecto de avaliação dos professores implicando os pais seria a medida mais insensata de que alguém se poderia lembrar se não fosse, como é, um expediente demagógico para desviar a atenção do país da questão central da educação — a ideologia igualitarista e, ramos da mesma genealogia, as teorias pedagógicas delirantes impostas totalitariamente que transformaram a escola numa escola de faz de conta. Seria mais uma acha na fogueira da desvalorização da ensino, do descrédito e da humilhação dos professores, ferindo também aqueles que fazendo o impossível em condições tão adversas continuam a salvar muitos alunos. Texto completo...
Como Havemos de Viver?, de Peter Singer
Tradução de Fátima St. Aubyn
Lisboa: Dinalivro, 2006, 424 pp.
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Prefácio ·
Excerto
Qual é o sentido da vida? Muitas vezes, pessoas com sucesso económico e profissional, sentem que têm uma vida vazia. Nesta época de individualismo, que tipo de vida pode ser verdadeiramente compensadora? Que tipo de vida pode ter sentido? Peter Singer oferece uma resposta neste livro, que poderá parecer insípida ao leitor moderno: uma vida ética, uma vida descentrada, pode reconquistar o sentido. Peter Singer recupera assim a sabedoria grega, que defendia este ponto de vista, mas aplica-a aos nossos dias. Mais informação...
Resposta ao pedido de esclarecimento
A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) respondeu prontamente ao pedido de esclarecimento do CEF-SPF. Resposta da CNAES...
Pedido de esclarecimento
A Sociedade Portuguesa de Filosofia, através do CEF-SPF, solicitou hoje um esclarecimento à Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) sobre a exigência endereçada por esta comissão a algumas instituições do Ensino Superior para que estas reformulassem os seus elencos de provas de ingresso, eliminando os exames de Filosofia e de Psicologia A. Ler o documento...
Fórum Nacional de Filosofia
A fim de incentivar e alargar o debate que tem vindo a ser travado por um crescente número de professores sobre o ensino da Filosofia, o CEF-SPF acaba de lançar um fórum permanente para discussão de todas as questões relacionadas com o mesmo, bem como de todas as medidas de política educativa que o afectam ou condicionam, directa ou indirectamente. Todas as opiniões, sem qualquer restrição, são bem-vindas, quando devidamente fundamentadas e expressas de forma serena e cordial. Serão particularmente bem-vindos os contributos que expressarem posições divergentes das que têm sido defendidas pelo CEF-SPF, na medida em que poderão ser ocasião para revermos, aprofundarmos, enriquecermos e fundamentarmos melhor essas posições. Ir para o fórum...
Preparação para o Exame Nacional de Filosofia, de Pedro Galvão
Porto: Porto Editora, 2006, 160 pp.
Índice ·
Excerto 1 ·
Excerto 2 ·
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Este livro é um instrumento de preparação para o exame nacional de Filosofia do 11.º ano e foi elaborado tendo em conta os conteúdos indicados pelo Programa da disciplina e, também, pelas Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia (OLPF). Após um primeiro capítulo com informações e recomendações para uma boa organização do estudo, o livro está estruturado da seguinte forma... Mais informação...
Acerca da errância de uns e da ignorância de outros, de Marcial Rodrigues
Em carta publicada no dia 4 de Abril, António Paulo Costa insurge-se contra afirmações minhas que foram publicadas em 26 de Março no corpo de uma notícia da redacção do PÚBLICO sobre a realização de exames nacionais na disciplina de Filosofia do 11º ano de escolaridade. Entre outras considerações e insinuações, António Costa, professor de Filosofia que não conheço, formula graves acusações a mim dirigidas: “uso descarado de imprecisões factuais para efeitos retóricos”, “má fé” ou “ignorância”, recurso a “convenientes omissões e argumentos falaciosos”, generalização “abusiva”, “adversário cego do exame nacional de Filosofia do 11.º ano”, etc. Texto completo...
A errância de uns e a ignorância de outros, de António Paulo Costa
A educação e o ensino envolvem habitualmente confrontos de opiniões. Felizmente, cada cidadão tem o direito a defender publicamente as suas opiniões. Mas a liberdade de expressão não justifica o uso descarado de imprecisões factuais para efeitos retóricos. Vem isto a propósito da peça publicada no dia 26 de Março no PÚBLICO, em que o professor de Filosofia Marcial Rodrigues se interrogava "se os estabelecimentos de ensino superior saberão que estão a exigir, não aquela disciplina que fornece "formação científica consistente" e que os terá levado a escolhê-la [antiga disciplina opcional de Filosofia do 12.º], mas a que se destina à "construção da identidade"". Texto completo...
Comunicado
Na notícia não assinada do PÚBLICO de 26/03/2006, intitulada "Há alunos do 11.º que sempre vão ter de fazer exame nacional de Filosofia", há incorrecções várias que o Centro para o Ensino da Filosofia, da Sociedade Portuguesa de Filosofia, vem por este meio esclarecer. Texto completo...
Esclarecimentos relativos ao exame nacional
O Centro para o Ensino da Filosofia, da Sociedade Portuguesa de Filosofia (CEF-SPF), não pode deixar de denunciar o percurso errático da política educativa nos últimos meses, no que à disciplina de Filosofia concerne. Lançando a confusão entre professores, estudantes e encarregados de educação, com evidente prejuízo, não só para a credibilidade do próprio Ministério da Educação, mas, o que é mais grave, para o prestígio da disciplina e a estabilidade da actividade pedagógica — condição sine qua non do sucesso dos estudantes —, cria as condições que podem vir a pôr em causa o futuro da disciplina no ensino secundário. Texto completo...
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