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<title>Fórum nacional de filosofia</title>
<link>http://cef-spf.org/forum/</link>
<description>Fórum nacional de filosofia</description>
<language>pt</language>
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<title>Convite a todos os interessados em filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Comentário de Filipe, 24.05.2007, 13:02:</i><br /><br />Convido todos os interessados em Filosofia a visitarem  e participarem no <b>FORUM FILOSOFIA</b>  em <a href="www.filosofia.portal4free.com?PHPSESSID=6686d1989291ffb6813a90ef73be4320">www.filosofia.portal4free.com</a>]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=314</link>
<pubDate>Thu, 24 May 2007 13:02:37 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Ciência Política, outra vez!</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de conceição moreira, 22.05.2007, 11:47:</i><br /><br />Colega Luís,<br />
Volto ao fórum para lhe dizer que não consigo enviar-lhe o texto que lhe prometi hoje à tarde, porque o Luís não indicou o seu e-mail nos dados pessoais que constam deste fórum. <br />
Assim, se quiser, pode enviar-me um e-mail para o endereço electrónico que consta dos meus dados e eu comprometo-me a responder-lhe, enviando-lhe o texto.<br />
Cumprimentos,<br />
Conceição]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=313</link>
<pubDate>Tue, 22 May 2007 11:47:18 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Ciência Política, outra vez!</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de conceição moreira, 22.05.2007, 04:11:</i><br /><br />Luís, obrigada pela sua mensagem!<br />
Tenho vindo a leccionar Ciência Política e permito-me dizer que tem sido uma experiência espectacular. <br />
Os materiais que estou a utilizar ficarão brevemente disponíveis on-line. Logo que prontos, se a direcção deste fórum mo permitir, recorrerei a ele para indicar o respectivo endereço electrónico.<br />
O Programa da disciplina encontra-se em <a href="http://www.dgidc.min-edu.pt/programs/prog_ad.asp.">http://www.dgidc.min-edu.pt/programs/prog_ad.asp.</a> <br />
Como verifiquei que não é possível anexar documentos às mensagens, decidi enviar o texto que no ano passado serviu para divulgar a Ciência Política junto dos alunos da minha escola directamente para o endereço electrónico do Luís. <br />
E aproveito para anunciar que durante o próximo mês decorrerá em Lisboa, numa Escola Secundária, uma sessão de divulgação da disciplina, com a presença dos autores do programa. Manterei esta comunidade informada. <br />
Caso verifiquemos que existe interesse, admitimos a hipótese de estender essa sessão a outros pontos do país. <br />
Cumprimentos,<br />
Conceição Moreira]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=312</link>
<pubDate>Tue, 22 May 2007 04:11:31 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Ciência Política, outra vez!</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Luís Vilela, 22.05.2007, 00:21:</i><br /><br />Cara Colega,<br />
Volvido um ano desde a inclusão desta mensagem, dá-se início ao ciclo de luta pela exclusividade da leccionação de algumas disciplinas. Em particular, um grupo bem específico de que a Ciência Política faz parte...<br />
Seria possível facultar-me - assim me preparo para reuniões de Departamento - documentação e programa sobre a referida disciplina? Se a isso pudesse juntar o texto que redigiu para os alunos seria muito bom. Pode ser?<br />
Que estes temas pareçam guerras corporativas está bem de ver. E é lamentável.<br />
Mas ninguém quer deixar de as fazer. Na escola onde estou, isto não é nada mais do que uma questão de horários, pelo que tenho que procurar reunir informação para tentar dialogar. Só isso.<br />
Desde já muito obrigado pela atenção,<br />
Luís Vilela.<br />
<br /><i>» Caros Colegas:<br /></i><i>» Sou uma das co-autoras do projecto do programa de Ciência Política para o<br /></i><i>» 12.º ano (opção de escola). Segundo informações recentes, o programa vai<br /></i><i>» ser homologado brevemente.<br /></i><i>» Ora, embora a decisão ainda não tenha sido comunicada às escolas, recebi a<br /></i><i>» garantia do Ministério da Educação de que o 10.º grupo B vai poder<br /></i><i>» leccionar a disciplina, a par com o 7.º grupo e com o 10.º grupo A. Esta<br /></i><i>» é, portanto, uma oportunidade de todos contribuirmos para a<br /></i><i>» fixação/emprego de mais licenciados em Filosofia.<br /></i><i>» Estejam atentos, incentivem os alunos do actual 11.º ano a informarem-se<br /></i><i>» sobre o programa. Eu elaborei um texto, que a minha Escola vai ser<br /></i><i>» distribuir a esses alunos, sobre o programa e os principais objectivos da<br /></i><i>» disciplina. Posso colocá-lo ao vosso dispor.<br /></i><i>» Um abraço,<br /></i><i>» Conceição Moreira</i>]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=311</link>
<pubDate>Tue, 22 May 2007 00:21:45 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Petição Nacional de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Paulo Lopes, 09.03.2007, 11:33:</i><br /><br /><i>[i]» Caro Paulo,<br /><i>» <br /></i><i>» Depois de consultar o [i]site</i> da SPF fiquei com a mesma dúvida. Melhor<br /></i><i>» mesmo seria o colega dirigir-se directamente à SPF, que é uma das entidades<br /></i><i>» patrocinadoras da petição: <a href="mailto:spfil@spfil.pt">spfil@spfil.pt</a> .<br /></i><i>» <br /></i><i>» Abraço,<br /></i><i>» <br /></i><i>» Luís Gottschalk (administrador)[/i][/i]<br /></i>
<br />
Obrigado, Luís. <br />
Já fiz a pergunta para o endereço indicado.<br />
<br />
Um abraço.]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=310</link>
<pubDate>Fri, 09 Mar 2007 11:33:07 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Petição Nacional de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Luís Gottschalk, 09.03.2007, 06:40:</i><br /><br />Caro Paulo,<br />
<br />
Depois de consultar o <i>site</i> da SPF fiquei com a mesma dúvida. Melhor mesmo seria o colega dirigir-se directamente à SPF, que é uma das entidades patrocinadoras da petição: <a href="mailto:spfil@spfil.pt">spfil@spfil.pt</a> .<br />
<br />
Abraço,<br />
<br />
Luís Gottschalk (administrador)]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=309</link>
<pubDate>Fri, 09 Mar 2007 06:40:52 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Petição Nacional de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Paulo Lopes, 06.03.2007, 23:51:</i><br /><br /><i>» <b>Petição Nacional de Filosofia</b><br /></i><i>» <br /></i><i>» Está aberto, desde 1 de Março de 2007, o período de subscrição pública de<br /></i><i>» uma Petição dirigida à Senhora Ministra da Educação...<br /></i>
  <br /><i>» Saudações cordiais<br /></i>
<br />
     - Tenho uma dúvida: até quando se podem enviar assinaturas para a SPF?<br />
     Obrigado.]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=308</link>
<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 23:51:58 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Petição Nacional de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Rolando Almeida, 02.03.2007, 12:37:</i><br /><br />Aproveito para dar uma sugestão, talvez, útil aos colegas do secundário. O melhor é levar a petição a uma reunião de grupo. Nessa impossibilidade, um dos colegas de grupo, poderá colocar a petição na sala do grupo a fim de que possa ser assinada por todos com um prazo determinado. Normalmente as escolas possuem um sistema de comunicação entre colegas (e-mail ou o mais artesanal, as gavetas). Pode-se fazer um aviso a ser colocado na gaveta de cada um para consulta da petição e assinatura. No final é só levantar e enviar à SPF.<br />
Fica a sugestão<br />
Abraço<br />
Rolando Almeida]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=307</link>
<pubDate>Fri, 02 Mar 2007 12:37:31 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Petição Nacional de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Comentário de António Paulo Costa, 01.03.2007, 12:28:</i><br /><br /><b>Petição Nacional de Filosofia</b><br />
 <br />
Está aberto, desde 1 de Março de 2007, o período de subscrição pública de uma Petição dirigida à Senhora Ministra da Educação, cujo conteúdo fundamental consiste nas duas seguintes pretensões:<br />
<br />
1. A reintrodução, nos Cursos Científico-Humanísticos de nível secundário de educação, do exame final nacional de Filosofia (10.º/11.º anos), simultaneamente para efeitos de aprovação e de ingresso no Ensino Superior nos cursos que o requeiram.<br />
<br />
2. O alargamento da oferta da disciplina de Filosofia A do 12.º ano, como opção da componente de formação específica, a todos os Cursos Científico-Humanísticos.<br />
<br />
Para mais informações, nomeadamente sobre as formas de subscrição desta Petição, queira, por favor, consultar a página <a href="http://www.spfil.pt/peticao.html">http://www.spfil.pt/peticao.html</a>. Agradece-se a mais ampla divulgação desta iniciativa. <br />
 <br />
Saudações cordiais]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=306</link>
<pubDate>Thu, 01 Mar 2007 12:28:25 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Parecer sobre o Programa de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Paulo Lopes, 28.02.2007, 10:46:</i><br /><br />É um excelente documento: apresenta as ideias precisa e concisamente, bem ancoradas em argumentos claros e sensatos, e revejo-me nas suas propostas -- quer na sequência de conteúdos (passando os actuais títulos do 11º para o 10º), quer na distribuição dos tempos lectivos. Também susbscrevo de bom grado as observações contidas nos pontos 1.4 (&quot;Desarmonia na distribuição horária entre o 10º e o 11º&quot;), 2. (&quot;Adequação das metodologias e actividades propostas no programa&quot;) e 4. (&quot;Adequação da modalidade de avaliação externa&quot;).<br />
Penso, contudo, que deveria conter os nomes das pessoas da equipa que o produziu: o facto de representar a posição de uma instituição (o CEF-SPF), posição essa naturalmente aprovada pelos seus membros competentes, não se segue que deva apresentar-se como um rosto colegial. O texto não foi decerto elaborado por todos os seus membros, mas por alguns; é a produção consensual de um grupo de pessoas que o submetem à aprovação institucional. <br />
<br />
Paulo Lopes]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=305</link>
<pubDate>Wed, 28 Feb 2007 10:46:24 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Parecer sobre o Programa de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Rolando Almeida, 11.02.2007, 06:17:</i><br /><br />Há dois pontos claramente fortes nesta proposta:<br />
<br />
1º Alteração das noções de lógica para o início do estudo da filosofia no 10º ano;<br />
<br />
2º Revisão das competências do programa actual.<br />
<br />
Depois disto, se o ME revogar este documento, só revela autoritarismo infundado, até porque ele contempla uma situação que, por má regra, os documentos emanados do ME não respeitam: prazos de adaptação e implementação pensando até na revisão dos manuais em vigor.<br />
<br />
Como professor o documento vem dar respostas às minhas reais necessidades, principalmente, como disse, se puder começar o curso de filosofia no secundário com a lógica e com o tempo suficiente para a praticar.<br />
<br />
Abraço<br />
Rolando A]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=304</link>
<pubDate>Sun, 11 Feb 2007 06:17:53 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Parecer sobre o Programa de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Luís Gottschalk, 10.02.2007, 02:13:</i><br /><br />Foi já divulgado neste <i>site</i> do CEF-SPF o parecer enviado ao GAAIRES em resposta à solicitação recebida, podendo ser consultado em <a href="http://www.cef-spf.org/docs/parecer_gaaires.pdf">http://www.cef-spf.org/docs/parecer_gaaires.pdf</a> . Os colegas que o pretenderem poderão comentá-lo ou discuti-lo no âmbito desta sequência.<br />
<br />
Luís Gottschalk]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=303</link>
<pubDate>Sat, 10 Feb 2007 02:13:58 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Avaliação do Programa de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Rolando Almeida, 21.01.2007, 02:52:</i><br /><br />(CONTINUAÇÃO)<br />
<br />
<i>5. Pontos fortes e fracos do processo de elaboração e avaliação do programa de Filosofia.<br />
</i><br />
<br />
O meu contributo é vago e pretende somente alertar para alguns pontos que merecem outro enquadramento. Quando leio o programa de filosofia em vigor fico com a ideia que o mesmo aponta mais para competências algo vagas do que propriamente conteúdos. Provavelmente o programa foi feito com esse pressuposto, o de justificar o ensino da filosofia a partir das competências que ela produz no aluno. Ora bem, tenho a ideia que podemos fazer precisamente o percurso inverso, justificar as competências a partir dos conteúdos.<br />
Bem sei que o vosso pedido se refere a pontos específicos e não tanto às reflexões vagas que aqui teci. Entretanto, e aproveitando algum tempo que ainda tenha, vou tentar apanhar mais alguns pontos que podem merecer revisão e logo darei a indicação no fórum, neste mesmo tópico.<br />
Não penso que o programa, nos seus princípios gerais necessite de uma revolução, mas precisa, sim, de uma revisão e reformulação. A intenção do programa é a de dar liberdade ao professor, mas penso que acaba por ter um efeito perverso que é fazer com que o professor se sinta perdido. Por outro lado, esta liberdade desencadeou a situação precária em relação aos manuais: existem tantos manuais, quantas as preferências individuais de quem os faz. Esta situação é pouco plausível para o que se exige de um professor de nível secundário. Penso que era o Montaigne que usava a metáfora do candeeiro de azeite para expressar a educação: o candeeiro só funciona com azeite, mas com azeite a mais que a quantidade certa, encharca. Em dois anos não podemos ensinar a filosofia toda, sob pena de não ensinarmos nada de filosoficamente relevante. Por outro lado penso que o programa deve estar atento à sensibilidade do nosso tempo. Por exemplo: não sei se importa muito interessar a um jovem de 15 ou 16 anos, os argumentos da imortalidade da alma de Platão, a menos que tal sirva para expor um problema actual e que se discuta hoje em dia na filosofia contemporânea.<br />
A minha liberdade é falar ainda de um modo muito pessoal e, por essa razão, posso deixar transparecer a ideia de alguma ingenuidade da minha parte, o que não me atrapalha muito se, com o tempo, conseguir expor algumas das ideias que tenho. A razão pela qual apareço tanto no fórum do CEF ou insisto no manual Arte de Pensar é somente esta que se prende com a forma inovadora como apresentam o ensino da filosofia em Portugal. Por essa razão também estou em crer numa certa urgência em que o Ministério possa acolher as directivas das OLPF.<br />
A minha apreciação não é exaustiva e é pouco técnica, mas espero que possa dar uma ou outra luz. <br />
<br />
Até breve <br />
Rolando Almeida]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=302</link>
<pubDate>Sun, 21 Jan 2007 02:52:32 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Avaliação do Programa de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Resposta de Rolando Almeida, 21.01.2007, 02:50:</i><br /><br />Caros colegas,<br />
Quero dar um pequeno contributo à solicitação feita. Com efeito, o meu contributo não decorre de uma análise mais atenta ao programa (manifesta falta de tempo), mas de algumas ideias avulsas que vou recolhendo e que me faz ter uma posição (discutível) sobre o programa de filosofia. Vou dar uma opinião, ainda que vaga, somente nos pontos nos quais vejo maior urgência na actuação e revisão.<br />
<br />
<br />
<br />
<i>1.	Adequação da distribuição horária pelas diferentes unidades do programa.</i><br />
<br />
Não tenho ainda este ponto preparado. Mas adianto somente um ou dois.<br />
10º ano – 8 aulas para o módulo inicial, iniciação à actividade filosófica – pode ser reduzido para 3 aulas e introduzir a lógica logo a seguir e não no 11º ano. Aliás, este ponto deve ser imediatamente revisto. A lógica, enquanto ferramenta deve ser ensinada no início. É o método melhor para pensar. Qual a razão de ser ensinada somente a meio do percurso?<br />
Um outro ponto do programa que eu não respeito os tempos definidos, aplicando-os a outros pontos, é o ponto 3, da unidade III, no 11º ano, Argumentação e filosofia. O programa indica 5 tempos, mas estou em crer que não são necessários 5 tempos. Para a Argumentação e retórica o programa indica 3 tempos. Se fizermos exercícios, por exemplo, com as falácias informais, como é que damos tudo isso em 3 horas. Penso que os autores do programa não estavam a pensar em aplicação de exercícios. Arrisco aqui a dizer que é uma coisa que não se faz muito nas aulas de filosofia, exercícios com a lógica. Os exercícios resumem-se mais à chamada “leitura e interpretação”, e não tanto a desmontar argumentos e, sempre que possível, aprender até a formalizá-los. Uma das limitações é que os manuais, feitos segundo o programa, também não investem muito neste sentido e deixamos de reunir condições para que tal seja feito. Ao nível das estratégias as limitações passam por aqui. Por outro lado as acusações que ocasionalmente surgem de que isto é reduzir o ensino da filosofia à lógica, são falsas uma vez que as noções da lógica que avançamos são as mais básicas. Um programa tem sempre de ser reduzido a alguma coisa. O ensino da aritmética é reduzido ao calculo porque não há aritmética sem calculo da mesma forma que não existe filosofia sem argumentos sólidos, cujas premissas sejam mais plausíveis que a conclusão dos argumentos.<br />
Outro ponto: não vejo qualquer necessidade de tantas opções no programa. Dá até a ideia que tanto vale dar um tema (problema) como outro. Por exemplo, no 10º ano, está a propor-se uma opção por problemas distintos: religioso ou estética.<br />
O programa introduz ainda outras distinções que não possuem qualquer relevância para a progressão na aprendizagem, entre as quais: distinção entre ética e moral no 10º ano ou, no 11º ano, entre  o ethos, pathos e logos do discurso. Não vejo grande vantagem nestas distinções ou, pelo menos, na forma como estão feitas. E não vejo vantagem porque elas não são operacionalizadas, não servem para nada no que se fala a seguir.<br />
<br />
<br />
<i>2. Adequação das metodologias e actividades propostas no programa:<br />
<br />
a.Face aos conteúdos programáticos, nomeadamente quanto à operacionalização da componente prática e/ou experimental.<br />
<br />
b À concepção de estratégias e à produção de instrumentos de avaliação do<br />
desempenho dos alunos.<br />
</i><br />
O programa pode introduzir modelos de testes de avaliação. Praticamente não o faz. O documento de avaliação das aprendizagens de APC e Aires Almeida consegue fazê-lo de forma muito útil. Sei que não é competência do programa fazê-lo, mas poderia apresentar modelos de actuação para testes, decorrentes dos conteúdos e estratégias que propõe.<br />
Fundamentalmente o pior e mais grave erro que vejo no programa é não indicar conteúdos específicos, tornando o ensino da filosofia muito arbitrário e relativo ao professor que a ensina. Por outro lado ficamos muito mais dependentes dos manuais que do programa. Se um ano estamos numa escola com o manual x que na ética aborda o Paul Ricoeur, como pouco sabemos, limitámo-nos a dizer umas banalidades sobre o homem. No ano seguinte estamos numa cujo manual adoptado propõe o Mill, repetimos as banalidades sobre o Mill que o manual impõe. Podemos até estar numa escola que tenha um manual que proponha somente o Zé Chouriço, porque o programa não impõe qualquer limitação neste sentido. Seria o mesmo que o programa de biologia propor ou o Darwin ou o Dawkins e o professor escolher arbitrariamente. Julgo que, os autores clássicos tem um lugar: apresentar os problemas. Os contemporâneos avançar com argumentos e propostas de superação dos problemas. Fui claro?<br />
Outro aspecto: esta liberdade na escolha dos autores leva a que, muitas das vezes, os conceitos nucleares propostos no programa, nem sequer sejam abordados. Nestas condições, na verdade, mais vale nem existir exame nacional. <br />
<br />
<i>c.Face às condições e recursos existentes nas escolas.<br />
</i><br />
Formação, formação e mais formação. Adequada, pois então! Obrigatória, porque não?<br />
<br />
<i>3.Grau de aprofundamento proposto para os conteúdos, considerando:<br />
</i><br />
<i>a.O nível de ensino e a finalidade do curso em que a disciplina está inserida.<br />
<br />
</i><br />
Este ponto merece revisão. Dado que a filosofia aparece no ensino secundário como disciplina de formação geral, é necessária justificação da sua finalidade para os diversos cursos. Julgo que essa justificação decorre de uma definição que possamos ter de filosofia. A que é proposta nas OLPF é adequada. Recordo a notícia recente do recrutamento de licenciados em filosofia para empresas nos EUA. Esta ideia não é de todo estranha, mas bizarra segundo a ideia de filosofia que se cultiva ainda em Portugal (ainda que a Universidade Católica já tenha uma variante nesta matéria). Não quero dizer que tenhamos de ensinar filosofia para empresas, mas temos de justificar qual a sua importância face às exigências do mundo actual. Estou a pensar por exemplo da exigência de formação na argumentação racional que se aplica a todas actividades humanas, impondo-se, de forma incondicional a toda a vida humana, independentemente se o aluno pretende ser carpinteiro ou médico. O que julgo ser urgente justificar é somente este ponto: se o aluno tem filosofia obrigatória, quererá isso dizer que o sistema educativo pretende formar filósofos? Se não, então qual a justificação da disciplina como obrigatória? Este ponto, estou em crer, é crucial e temos nós, da filosofia, de o mostrar sem ambiguidades e de forma mais directa. Avanço aqui somente esta ideia, ainda que não esteja a tecer a justificação que todos devemos ter.<br />
<br />
<i>b.Os objectivos do programa.</i><br />
E este ponto decorre necessariamente do anterior. Os objectivos do programa devem estar de acordo com o carácter geral da disciplina na formação de nível do secundário. Se não sabemos justificá-lo, damos uma razão forte para que a disciplina passe a opcional. O maior trabalho será fazer esta ponte sem desvirtuar os conteúdos próprios da filosofia. O programa aqui falha, mas estou em crer que as OLPF não falham. É necessário mostrar isso de forma plausível ao Ministério da Educação. Não podemos exigir a quem não tem formação filosófica que olhe para as OLPF e compreenda a adequação a uma formação geral. Já sabemos (é do senso comum) que a filosofia “serve” para aprender a pensar. Resta indicar como. A lógica pode assumir aqui um papel determinante.  <br />
<br />
<i>4. Adequação da modalidade de avaliação externa (exames nacionais) a este programa (no seu todo e em cada uma das suas unidades).<br />
</i><br />
Esta é uma questão mais ampla, para além daquilo que se discute somente no âmbito da disciplina. De todo o modo no que se prende especificamente com a disciplina, acabei por explorar este ponto na questão: 2-b<br />
<br />
(CONTINUA)]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=301</link>
<pubDate>Sun, 21 Jan 2007 02:50:02 GMT</pubDate>
</item>
<item>
<title>Avaliação do Programa de Filosofia</title>
<content:encoded><![CDATA[<i>Comentário de Luís Gottschalk, 20.01.2007, 23:51:</i><br /><br />Caros colegas,<br />
<br />
No âmbito de um estudo de avaliação e acompanhamento/monitorização da reforma do ensino secundário, da responsabilidade do GAAIRES, foi solicitado parecer à Sociedade Portuguesa de Filosofia sobre o programa da disciplina de Filosofia. Na medida em que este estudo pretende igualmente proceder à recolha de informação no terreno solicitamos aos colegas, grupos de colegas ou escolas que participem nesta avaliação do programa da disciplina divulgando aqui as suas opiniões (ou remetendo-as ao CEF-SPF), seguindo o guião que acompanha o pedido do GAAIRES, que passamos a transcrever:<br />
<br />
«1. Adequação da distribuição horária pelas diferentes unidades do programa.<br />
<br />
2. Adequação das metodologias e actividades propostas no programa:<br />
<br />
a. Face aos conteúdos programáticos, nomeadamente quanto à operacionalização da componente prática e/ou experimental.<br />
<br />
b. À concepção de estratégias e à produção de instrumentos de avaliação do<br />
desempenho dos alunos.<br />
<br />
c. Face às condições e recursos existentes nas escolas.<br />
<br />
3. Grau de aprofundamento proposto para os conteúdos, considerando:<br />
<br />
a. O nível de ensino e a finalidade do curso em que a disciplina está inserida.<br />
<br />
b. Os objectivos do programa.<br />
<br />
4. Adequação da modalidade de avaliação externa (exames nacionais) a este programa (no seu todo e em cada uma das suas unidades).<br />
<br />
[...]<br />
<br />
6. Pontos fortes e fracos do processo de elaboração e avaliação dos programas da Reforma do Ensino Secundário [no caso, do programa de Filosofia].»<br />
<br />
O prazo para a apresentação do parecer é até 2 de Fevereiro, pelo que os colegas que desejem que as suas opiniões sejam tomadas em consideração na elaboração do parecer terão que divulgá-las aqui ou fazê-las chegar-nos por outra via o mais rapidamente possível.<br />
<br />
Luís Gottschalk]]></content:encoded>
<link>http://cef-spf.org/forum/forum_entry.php?id=300</link>
<pubDate>Sat, 20 Jan 2007 23:51:07 GMT</pubDate>
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