Recortes de imprensa

Direcção da APF distancia-se de acusações a exame

Diário de Noticias, 3 de Agosto de 2005

GAVE diz que o exame de Filosofia em questão é adequado
Luís Miguel Viana

A direcção da Associação dos Professores de Filosofia (APF) faz questão de se distanciar dos membros da instituição que consideraram a informação sobre o exame nacional para o 11.º ano de Filosofia no próximo ano lectivo, distribuida em Junho pelo Ministério da Educação, uma subversão ao programa em vigor e uma forma encapotada de privilegiar um dos manuais à venda no mercado. "Ao contrário de outras instituições", afirma em carta enviada ao DN o seu presidente, Mário Santiago de Carvalho, "nunca a direcção da APF manifestou apoio a qualquer dos manuais no mercado, nem se pronunciou sobre qualquer ligação de privilégio ou benefício do documento do Gabinete de Avaliação Educativa [GAVE] em relação a algum deles".

Recorde-se que, tal como o DN noticiou, professores membros da APF fizeram circular pareceres em que consideram que aquele tipo de prova "operacionaliza princípios filosóficos e didácticos e padrões do que se entende por filosofar claramente identificáveis num dos manuais" — no caso A Arte de Pensar de Aires Almeida, António Paulo Costa, Célia Teixeira, Desidério Murcho e Paula Mateus, publicado pela Didáctica Editora. Quanto a estas acusações, a directora do GAVE, Glória Ramalho, respondeu que o exame em apreço "é um instrumento de trabalho equilibrado, norteado por preocupações de aprendizagem, válido e útil aos seus destinatários e a recato de instrumentalização por interesses comerciais ou ideológicos".

A direcção da APF, essa, escusa-se a divulgar a sua posição sobre a prova em causa "A nossa posição sobre exames foi defendida em sede própria, no âmbito do conselho consultivo do GAVE", diz Mário Santiago de Carvalho. "A direcção da APF valorizará sempre a via negocial, estando neste momento a aguardar a resposta a um pedido de audiência à senhora ministra da Educação."